quarta-feira, 30 de março de 2011

Um antipático contra todos...

Só para que este meu blog não fique aqui só às moscas, publico esta ligação que vos levará a um texto digno de se lido.

Abraços da M

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Zézinho

*


*
Work in progress - acrílico sobre tela
20x20 cm

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Petição para a discussão em sede parlamentar de medidas de redução da despesa pública

*
Não fui eu que iniciei esta petição, nem tampouco conheço os responsáveis. No entanto publico-a no Pimp My Portugal porque a acho interessante e acredito que se a lista de medidas fossem concretizadas, Portugal sairia logo da crise. É lógico que nada disto irá acontecer, infelizmente pura utopia, mas fez bem, de forma bem sintética, ver numa simples lista a verdadeira causa do estado em que nos encontramos.


Vimos pela presente, pedir a discussão urgente das seguintes medidas de redução da despesa pública em sede parlamentar.


Esta petição conta com uma lista com medidas reais que vão permitir ao Estado Português poupar milhões de euros anualmente e foi realizada por um grupo de cidadãos Portugueses que apenas têm em comum estarem preocupados com a situação real do país e quererem contribuir para a resolução de um problema que a todos nos afecta e que pertencem a vários sectores da sociedade civil não devendo ser conotada com nenhuma força política.
 Lista de Medidas a serem apresentadas para discussão

1. Redução de todos os ordenados de cargos políticos para o máximo de dois ordenados mínimos nacionais.

2. Suspensão imediata do subsídio de reintegração de ex-deputados


3. Venda das viaturas excedentes do Estado

4. Suspensão imediata de todas as reformas com cargos políticos que as acumulem com outras reformas
5. Revisão – anulação quando assim se justifique – de todas as PPP (Parcerias Público-Privadas)

6. Suspensão imediata dos cartões de crédito dos gestores de empresas públicas ou revisão dos limites dos mesmos para um ordenado mínimo nacional.

7. Suspensão do subsídio de deslocação de todos os deputados

8. Proibição de viajar em primeira classe para todos os detentores de cargos públicos - com a opção de que se o fizerem paguem de imediato o excedente ao Estado.
9. Eliminar os Governos Civis
 10. Eliminar a atribuição de motoristas (com excepção para o Presidente da República, Primeiro-Ministro, Presidente da Assembleia da República e Presidente do Supremo Tribunal de Justiça)

11. Suspender definitivamente o pagamento de indemnizações compensatórias à RTP
12. Cortar em 50% as despesas com gabinetes de advogados

13. Cortar em 50% as despesas com gabinetes de estudo
14. Gestão eficaz do património do Estado

15. Controlo dos horários de trabalho praticados na Saúde e na Educação

16. Criar um sistema de desempenho eficaz para toda a Função Pública, aplicando as melhores práticas do sector privado.
 17. Privatização imediata da TAP e da RTP

18. Extinção das Fundações sem objecto útil e concreto.

19. Redução das despesas feitas em almoços e jantares oficiais em 60%

20. Revisão do Código do IVA para que não permita injustiças fiscais

21. Reavaliar a função dos 640 Institutos públicos existentes para posterior eliminação dos que não prestam, de facto, qualquer serviço público
22. Suspensão imediata das obras públicas de grande envergadura (TGV, Aeroporto de Lisboa)


23. Eliminação do 13º e 14º mês para toda a classe política.

24. Eliminação em 70% do número de assessores políticos pagos pelo Estado Português


25. Fim dos subsídios atribuídos a Fundações privadas


26. Limitação das reformas do Estado ao mínimo de 70% do salário médio aferido nos últimos 5 anos e a um máximo de €3000 com efeitos imediatos.

27. Proibição total de alterações de design ou estilo aos logotipos, anúncios, bandeiras, Estacionários e outros em todos os institutos públicos, ministérios ou qualquer outra entidade gerida pelo estado.

28. Revisão de todos os alugueres pagos pelo Estado para ocupar edifícios no centro de Lisboa com institutos, Comissões, Gabinetes e outros organismos do Estado.

29. Proibição imediata de qualquer ajuste directo do Estado sem a aprovação do respectivo Ministro da Tutela.

30. Proibição de gastos com festas de aniversário, Natal e outras pelos organismos do Estado.
 
31. Revisão dos custos e eliminação de todos os que envolvam a edição de sites de Organismos do estado por entidades externas.
32. Revisão das clausulas estatutárias dos organismos do estado que obrigam ao pagamento de mais de um ano de indemnização de Administradores.

Para aqueles que queiram assinar podem fazê-lo entrando neste aqui.

Cumprimentos marotos

I

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Vara passa à frente de todos em centro de saúde

Eles, neste exemplo, Armando Vara, confundem Portugal com a sua despensa! É como se Portugal fosse sua propriedade privada!

É esta escumalha que rege Portugal. Reage e não deixes que parvos como estes, encham o papo com aquilo que de todos é... Diz não ao comportamento alarve dos que nos regem!!!! 


Assinar esta petição é um pequeno gesto para todos os portugueses, mas pode ter um resultado significante para cada um de nós! Participa, assina e se possível D I V U L G A ! ! ! !


Obrigada!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Mausoleo Social

Portugal tem demonstrado nos últimos tempos que está a tornar-se num país muito social. Até o cidadão mais normal tem direito a mausoleo. Realmente é triste morrer-se, e ninguém sentir a nossa falta. Somos um país às avessas. Esta anonimidade é um sintoma de países desenvolvidos, dos ditos países ricos. Portugal está lixado - um país pobre com as enfermidades de um país próspero, coitadinhos, quem tem pena de  nós?

sábado, 12 de fevereiro de 2011

O povo egípcio conseguiu aquilo que nós nunca conseguimos!!!

*

*
Nós cantamos 
"Povo valente,
Nobre Nação",
mas não o somos,
 eles é que o são.
Souberam
dizer NÃO!
*

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Sinais do tempo

Jornal de Barcelos
27 de Outubro 2010

Por Luís Manuel Cunha

Este povo não presta!

Acabava de entrar o ano de 1872. E o novo ano que chegava interrogava o ano velho. "-Fale-me agora do povo", pedia o novo ano, E o velhor: "É um boi que em Portugal se julga um animal muito livre, porque lhe não montam na anca: e o desgraçado não se lembra da canga!. "-Mas esse povo nunca se revolta?", insistia o ano novo, espantado. E respondia o velho:" "-O povo às vezes tem-se revoltado por conta alheia. Por conta própria, nunca". E uma derradeira questão:"-Em resumo, qual é a sua opinião sobre Portugal?". E a resposta lapidar do ano velho: "-Um país geralmente corrompido, em que aqueles mesmos que sofrem não se indignam por sofrer."

Este diálogo deve-se a Eça que escreveu sobre o Portugal de então: "-O povo paga e reza. Paga para ter ministros que não governam, deputados que não legislam (...) e padres que rezam contra ele. (...) Paga tudo, paga para tudo. E em recompensa, dão-lhe uma farsa." Estávamos, repito, em 1872.

Estamos obviamente a falar do povo português. Esta "raça abjecta" congenitamente incapaz de que falava Oliveira martins. Este povo cretinizado, obtuso, que se arrasta submisso, sem um lamento, sem um queixume, sem um gesto de insubmissão, tão pouco de indignação e muito menos de revolta. Um povo que se deixa conduzir passivamente por mentirosos compulsivos como Sócrates ou Passos Coelho ou por inutilidades ignorantes como Cavaco Silva, não merece mais que um gesto de comiseração e de desdém. é vê-los nas televisões, por exemplo. Filas e filas de gente acomodada, cabisbaixa, servil, absurdamente resignada, a pagar as estradas que a charlatanice dos políticos tinha jurado "que se pagavam a si mesmas"! Sem qualquer tipo de pejo e com indisfarçável escárnio, o Estado obriga-os a longas filas de espera para conseguirem comprar e pagar o aparelho que lhes vai possibilitar a única forma de pagar as portagens que essa corja de aldrabões agora no poder, se lembrou de inventar! E eles passam a noite inteira à espera, se preciso for. E lá vão depois, bovinamente, de chapéu na mão, a mendigar a senha redentora que lhes dará o "privilégio de serem esbulhados electrónicamente pelo Estado". Um povo assim não presta, não passa de uma amálgama amorfa de cobardes. Porque, se esta gentinha "os tivesse no sítio", recusar-se-ia massivamente a pagar as portagens. E isso seria o suficiente para os planos governamentais ruíssem como um castelo de cartas. Mas não. Esta gente come e cala. Leva porrada e agradece. E a escumalha de madíocres que detém o poder, rejubila e escarnece desta populaça amodorrada e crassa que paga o que eles quiserem quando e como eles o definirem. Sem um espirro de protesto, sem um acto de revolta violenta, se preciso for. Pelo contrário. Paga tudo, paga para tudo. Sem rebuço dóceis, de chapéu na maão, agradecidos e reverentes, como o poder tanto gosta. E demonstram-no publicamente, disso fazendo gala. Como eu vi, envergonhado, a imagem de um homenzinho ostentando um sorriso destentado e exibindo perante as câmaras da TV o aparelhinho que acabar de pagar, como se tivesse ganho a medalha olímpica.

Esta multidão anestesiada espelha claramente o país que somos e que, irremediavelmente, continuaremos a ser - um país estúpido, pequeno e desgraçado. O "sítio" de que falava Eça, a "piolheira" a que se referia o rei D. Carlos. "Governado" pelas palavras "sábias" de Alípio Severo, o Conde de Abranhos, essa extraordinariamente actual criação queirosiana, que reflecte bem o segredo das democracias constitucionais. Dizia o Conde: "Eu, que sou governo, fraco mais hábil, dou aparentemente a soberania ao povo. Mas como a falta de educação o mantém na imbecilidade e o adormecimente da consciência o amolece na indiferença, faço-o exercer essa soberania em meu proveito..." Nem mais. Eis aqui o segredo da governação. A ilustração perfeita com que o rei D. Carlos nos definia há mais de um século: "Um país de bananas governado por sacanas". Ontem como hoje. O verdadeiro esplendor de Portugal.

Jornal de Barcelos
27 de Outubro 2010

Por Luís Manuel Cunha